Essa é uma das teorias que mais abalou o meio científico, pois ela aposta na possibilidade de existirem vários outros universos paralelos ao nosso, coexistindo com a nossa realidade e até mesmo ocupando o mesma dimensão de espaço e tempo que nós ocupamos. Louco né? Mas é bom ir se acostumando com essa idéia, pois conforme o tempo passa e consequentemente a ciência e a tecnologia evoluem, nossa percepção do universo muda, por exemplo, Albert Einstein e seu colegas no meio científico acreditavam que todo o universo se resumia apenas a nossa galáxia, a Via Láctea, porém hoje temos ciência do fato de que o universo é composto por bilhões de galáxias onde existem bilhões e bilhões de estrelas. Portanto é natural que o que sabemos do universo hoje não seja realmente tudo o que existe, então seria interessante ter a mente aberta e estar preparado para novas informações que podem mudar tudo o que sabemos até então sobre os cosmos.
Razões para acreditar
Antigamente acreditava-se que tudo era formado por pequenas partículas sólidas e estáveis de tamanho microscópico, impossíveis se observar até mesmo com os mais sofisticados microscópios eletrônicos, mas agora sabe-se que na verdade tudo é formado por partículas que vibram e que junto com essas partículas há algumas membranas que também oscilam ou vibram em diferentes frequências. No momento tudo isso pode estar parecendo confuso, mas mais adiante vou explicar com mais detalhes essa estrutura de funcionamento.
Também notou-se que os elétrons que orbitam em volta do núcleo do átomo tem a capacidade de sumir em um determinado local e re-aparecer em outro local diferente, e também do mesmo elétron aparecer ao mesmo tempo em dois locais diferentes. Assumindo esse fato podemos concluir que é possível a mesma matéria existir em várias dimensões por meio desses chamados saltos quânticos.
Teoria das Supercordas
Essa teoria explica o funcionamento dessas partículas que vibram em diferentes frequências, comparam-a a uma corda justamente por ela ter essa capacidade de vibrar em várias frequências diferentes, da mesma maneira que uma corda de violão vibra de formas diferentes gerando sons diferentes. Seguindo esse raciocínio podemos acreditar que o mesmo átomo que compõem determinada matéria, é capaz de estar vibrando em uma frequência diferente e por consequência existir também em outro universo que nós não conseguimos observar. Para entender melhor podemos usar um exemplo bastante comum e que até faz parte do nosso dia-a-dia que são as ondas de rádio, ondas de rádio podem coexistir sem que uma interfira no funcionamento da outra, isso explica o porque que você consegue sintonizar uma determinada estação de rádio ao invés de sintonizar todas ao mesmo tempo, note que tais ondas de rádio operam em frequências diferentes mas ocupando a mesma dimensão de espaço e tempo, da mesma forma essas micro partículas vibrantes podem estar operando em várias frequências diferentes e dessa forma constituírem a matéria de universos paralelos ao nosso.
Tipos de Universos Paralelos
Para compreender melhor essa teoria os físicos separam os tipos de universos paralelos em diferentes categorias, são elas: Nível 1, Nível 2 e Nível 3. Dessa forma fica mais fácil entender e imaginar como funcionam e como esses universos paralelos coexistem com o nosso universo.
Nível 1 – São universos que estão situados no mesmo espaço (cosmos) que o nosso universo existe, porém esses universos estão tão longe que nem mesmo a luz deles chegou até nós, nesse caso a própria distância é uma limitação natural para que consigamos observar tais universos. Um modo simples de imaginar tal situação é pensar em várias cidades, onde cada cidade representaria um universo, só que elas estão tão longe uma da outra que de dentro da cidade seria impossível ver a cidade ao lado. Nesse momento já não falamos mais em um Universo mas sim em um Multiverso.
Nível 2 – Aqui as coisas ficam um pouco mais complicadas, pois nesse nível os universos paralelos são separados pelo tempo e pelo espaço, além de não podermos ve-los, também não podemos ‘tocar’ neles, pois estão em uma outra dimensão de tempo e espaço. Uma maneira de imaginar isso seria pensar em várias bolhas boiando sob um oceano, onde cada bolha é um universo completo, com suas próprias dimensões, leis da física e etc…
Nível 3 - Esse é o nível que considero o mais empolgante de todos, pois teoriza que existem vários universos paralelos ocupando exatamente o mesmo espaço e tempo que o nosso, porém em uma dimensão à parte. Isso significa que há várias cópias minhas e de você espalhadas por esses universos paralelos e em outras realidades paralelas eu e você nem existimos. Também é interessante notar que em algum desses universos os dinossauros não foram extintos e que nesse exato momento eles estão aí do seu lado, mas em uma dimensão à parte.
Representação artística do Multiverso
Quase um Fato
Nesse momento, algum teste está sendo realizado no LHC, o maior acelerador de partículas do mundo, para tentar explicar como essas partículas migram de uma dimensão para a outra e como elas conseguem existir em dois lugares diferentes ao mesmo tempo. O que nos resta é esperar por resultados mais claros acerca desse mar de teorias, e ter a certeza que o futuro nos aguarda com grandes novidades e descobertas que irão nos ajudar a entender melhor esse grande Multiverso onde vivemos.
Parte do acelerador de partículas LHC
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